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21 de setembro, 2018

Internet das coisas (IoT): Guia de soluções para sua empresa

Internet das Coisas ou IoT consiste em sistemas de dispositivos computacionais que se relacionam entre si e têm identificadores únicos. Eles podem transmitir dados utilizando uma rede e ser tão diversos quanto se imaginar. Um item na Internet das Coisas pode ser, por exemplo, um dispositivo de monitoramento cardíaco (um marca-passo conectado à internet) ou um animal que vive em liberdade em um parque da cidade, mas que tem um chip único que o identifica e traz informações relevantes para seu acompanhamento. Nas indústrias, as coisas também podem assumir o papel de sensores que identificam atividades irregulares no processo de manufatura e enviam alertas para um computador ou sistema de monitoramento integrado à nuvem. A Internet das Coisas também está nas residências, criando ambientes inteligentes que podem ser controlados de acordo com a vontade do proprietário. Conforme o tempo passa, ela se torna parte integrante das nossas vidas e permite-nos realizar atividades com mais precisão e compreender o comportamento de pessoas e sistemas, qualificando a tomada de decisão e gerando valor para as empresas. Hoje você entenderá melhor o conceito de Internet das Coisas, em que áreas ela pode ser aplicada e quais setores já a utilizam. Também será apresentado às novidades nesse campo e às prováveis aplicações futuras da tecnologia. Pronto? Ingresse conosco nessa jornada!

Conceito e aplicação da IoT

O papel da Internet das Coisas é modificar integralmente a forma como lidamos com tecnologia. Embora o termo possa parecer estranho inicialmente, ao explorar o conceito você poderá compreender que ele é muito claro. Provavelmente, alguns dos produtos que a sua empresa (ou você) utiliza já fazem parte da Internet das Coisas, mesmo que não tenha se dado conta. Afinal, trata-se apenas de um sistema que cria comunicação direta entre dispositivos sem que seja necessária a intervenção humana. Ainda está confuso? Vamos ajudá-lo. Existe uma porção de objetos no nosso dia a dia que se conectam à internet. Pense no computador, smartphone ou tablet que você está utilizando agora mesmo para ler este texto. Essas ferramentas permitem que você envie e receba informações, ou seja, são dependentes do fator humano. Mesmo que seu celular receba notificações quando você não está fazendo uso ativo dele, elas apenas são solicitadas porque ao baixar um app ou configurá-lo foi feita essa opção. Podemos dizer, então, que ele depende da sua intervenção. Recentemente, começaram a existir tecnologias que não têm essa demanda. Elas foram projetadas para se comunicar umas com as outras pela internet sem que um humano precise estar por trás disso. Para fazer isso, muitos métodos são utilizados. Todos eles podem ser reunidos sob o termo guarda-chuva “device-to-device communication”, ou comunicação entre dispositivos. Lembre-se disso, já que essas palavrinhas são também sinônimo de Internet das Coisas. O que ainda não respondemos é por que é importante que esses vários eletrônicos se comuniquem. O objetivo da Internet das Coisas é tornar a nossa vida mais simples, trazendo eficiência para a maneira como as tecnologias que utilizamos operam. Nos tópicos a seguir, você conhecerá algumas das aplicações dela e poderá compreender isso melhor.

Em quais áreas a IoT atua?

Os computadores, telefones, relógios inteligentes e outros recursos que utilizamos diariamente e que se conectam à internet têm todos uma característica em comum. Eles possuem um endereço único, chamado IP (protocolo de internet). O IP também é uma característica das Coisas, pois permite que todas elas sejam identificadas. Algumas outras tecnologias também são úteis para isso. Em vez de um IP, as Coisas podem basear-se em tags RFID (que as identificam por radiofrequência). Ou códigos de barra. Agora que você já sabe disso, não será difícil entender algumas das principais aplicações da IoT, porque você verá que todos os dispositivos citados aqui têm, pelo menos, um desses indicadores. Nosso primeiro exemplo são os wearables, ou as tecnologias vestíveis, como uma pulseira FitBit. Essas pulseiras são itens de monitoramento para aqueles que praticam esportes ou simplesmente desejam melhorar sua qualidade de vida movimentando-se mais e acompanhando padrões, como quanto dormem ou a quantidade de líquidos que ingerem. Elas são identificadas e conectadas à internet, enviando informações constantemente para seu celular ou computador. Os PC's e smartphones coletam essas informações, as organizam em gráficos e as tornam disponíveis para consulta. Mas os wearables não são os únicos exemplos da IoT que fazem parte do nosso dia a dia. Termostatos inteligentes, iluminações em LED que podem ser customizadas de acordo com nossos gostos e veículos conectados são todos Coisas.

Quais problemas das empresas a IoT vem ajudando a resolver?

Agora que você já sabe tudo isso sobre IoT, é hora de pensar como ela é aplicada no contexto das empresas. Para isso, vamos nos concentrar em otimização de processos e logística. Esses exemplos esclarecerão as aplicações da tecnologia. Otimizar processos com IoT é uma das principais maneiras como as organizações vêm utilizando o recurso. Segundo uma pesquisa da Forbes Insight, cerca de 45% dos gestores identificam essa aplicação como prioritária. Mas por quê? Ao introduzir Coisas na planta de uma fábrica, é mais fácil acompanhar variações como a qualidade dos materiais e a aderência às especificações de produto, fundamentais para sua comercialização. Auferir e organizar métricas também é outro benefício que permite que sejam tomadas decisões mais acertadas em relação a aspectos gerenciais. Já na logística, a IoT também se destaca, mas como uma forma de tornar cadeias de distribuição mais eficientes. Essa é uma prioridade das organizações, porque se trata de uma maneira simples de reduzir desperdícios e melhorar o serviço ao consumidor. Quanto mais complexa é a logística de uma empresa, mais ela pode se beneficiar das Coisas. A Amazon, por exemplo, utiliza um sistema da Kiva para que robôs encontrem produtos em seus armazéns. Custos para enviar e receber produtos podem ser melhorados com a IoT. Uma vez que evita problemas de redundância de dados e falta de acessibilidade a eles, a tecnologia é uma excelente maneira de economizar.

Quais setores já utilizam a IoT?

Ficou com vontade de conhecer alguns setores que já se destacam no uso da Internet das Coisas? Abaixo você vê uma lista deles e alguns detalhes de como aplicam essa inovação para atuar de forma mais eficiente.

Indústria

A indústria é o setor com maior destaque no uso da Internet das Coisas, graças ao fenômeno da Quarta Revolução Industrial. A modernização das plantas e a introdução de recursos que permitem coletar dados com mais eficiência e gerar métricas que otimizam todos os aspectos empresariais são alguns dos motivos para isso. Os maiores investimentos em IoT vêm das manufaturas e são divididos em duas categorias: redução de custos e melhoria nas entregas para o consumidor final. Cadeias de distribuição mais eficientes, utilização inteligente de insumos e automação são os principais recursos que a Internet das Coisas traz para as indústrias.

Transportes

O setor de transportes e logística é outro grande beneficiado pela IoT. Ele investe milhões na área porque, ao equipar frotas com dispositivos inteligentes, consegue manter suas entregas no prazo, criar rotas melhores, economizar combustível e treinar motoristas com sucesso. Outras inovações dizem respeito à segurança. Alguns sensores são ativados exclusivamente em situações de risco, como um aumento brusco da velocidade ou frenagens irregulares. Eles capturam vídeo para ajudar nas investigações feitas pela polícia ou por seguros, garantindo o ressarcimento dos envolvidos nesses casos.

Saúde

Médicos, enfermeiros e hospitais são outros grandes utilizadores da Internet das Coisas e veem nela vantagens para o diagnóstico e a manutenção de males crônicos. Há muitas aplicações para a tecnologia nessa área, desde a conexão de dispositivos para avaliação de mazelas, como os marca-passos, a internet para melhoria da coleta de dados até a aplicação do machine learning e da inteligência artificial para indicar melhores tratamentos. O acompanhamento remoto de doenças específicas também pode ser otimizado pela IoT. Pacientes que precisam, por exemplo, tomar insulina todos os dias podem ser monitorados nessa atividade. E alertas podem salvar suas vidas, encaminhando serviços auxiliares para averiguar situações atípicas em que sua saúde pode estar em risco.

Eletrônicos de consumo

Os dispositivos domésticos são outro grande mercado para a Internet das Coisas. Tanto os wearables quanto os assistentes virtuais, como Amazon Echo e Google Home, são pontos altos da aplicação de IoT no ambiente doméstico. Eles transformam tarefas complexas como a aquisição de produtos e a realização de pesquisas na web em atividades simples, que podem ser acionadas por comando de voz. Os recursos são grandes parceiros da acessibilidade para pessoas que têm mobilidade reduzida e trazem comodidade para os clientes e cuidadores. Mas a automação das residências não para por aí. Confortos como a customização de luzes e sons em ambientes internos e externos são possibilitados por sensores espalhados nas residências. Eles permitem que se tenha controle de tudo em uma casa, utilizando apenas um smartphone e conexão com a internet.

Utilidades

Quando falamos em utilidades nos referimos, especificamente, a setores como os de fornecimento de energia elétrica e água. Eles podem ver vantagens no uso de IoT para a previsão de consumo e prevenção de desperdícios, como tantas outras áreas observam. Um avanço em uma atividade que normalmente não nos parece onerosa é a medição de consumo. Enviar agentes para fazê-la custa muito para essas empresas e demanda uma quantidade considerável de tempo. Graças à internet, receber essas informações remotamente é possível e as economias podem ser repassadas para os consumidores no futuro. Manutenções preventivas e paliativas são outro uso das Coisas nesse setor.

Quais são as últimas novidades em IoT?

Recentemente, alguns avanços marcaram a Internet das Coisas e nos dão uma ideia do seu potencial. A quantidade de dispositivos conectados na malha da IoT é um deles. Outros, como o interesse estável no setor e a repercussão dessa tecnologia em iniciativas governamentais são destaque em nossa lista.

Número de dispositivos conectados

Ao longo do ano de 2017, a Internet das Coisas atingiu um novo recorde. Ele diz respeito ao número de dispositivos conectados pela tecnologia. Há uma série de estimativas diferentes para a quantidade deles, mas há um consenso de que o uso de carros conectados, sensores, máquinas e dispositivos vestíveis já superam a quantidade de PC's, tablets e smartphones no mundo.

Interesse e investimento na tecnologia

Também é destaque o quanto as pessoas têm se interessado por IoT. Se você fizer uma consulta ao Google Trends, ferramenta do maior buscador do mundo para avaliar a popularidade de determinados termos, verá que a partir de 2015 o interesse no tema surgiu entre os usuários. Porém, ao se concentrar no número de consultas sobre Internet das Coisas e termos similares a partir de 2017, é possível ver uma linha reta. Em vez de ser negativa, essa linha reta indica que as pessoas permanecem atentas ao assunto e buscam se atualizar a respeito dele sempre que possível. Esse interesse constante é bom porque fomenta o desenvolvimento do setor e mostra o quanto ele é viável como investimento.

Governos e IoT

Mas uma das maiores mudanças quando o assunto é Internet das Coisas foi a atenção dada a ela pelo legislativo norte-americano, por meio do Internet of Things Cybersecurity Improvement Act. A legislação, voltada para o aumento da segurança em dispositivos da IoT, determina padrões de segurança mínimos para todos os recursos conectados. Preocupados com a cibersegurança, os deputados dos Estados Unidos buscam uma forma de discutir e avançar a agenda da Internet das Coisas, certificando-se de que ela não tornará vulneráveis as informações dos cidadãos nem os colocará em risco.

Na prática, quais são as vantagens do machine learning?

Já falamos do conceito de machine learning aqui no blog, mas se você quer entender, de fato, como essa capacidade das máquinas de aprender com suas ações é avançada pela IoT, este tópico será imprescindível. É que o aprendizado de máquina é um dos recursos mais antecipados pelo mercado, por sua capacidade de automatizar processos dentro das empresas. Todavia, o machine learning ainda não está tão avançado quanto a maioria delas gostaria. O conceito básico do machine learning é a criação de algoritmos capazes de se autoprogramar. Porém, estamos vendendo a tecnologia por pouco dinheiro quando a colocamos nesses termos. É que programar é automatizar tarefas de acordo com instruções específicas e dizer que machine learning é automatizar a automação pode não trazer clareza sobre o tema. Há um gargalo na maioria dos setores produtivos que é causado por um problema simples: não temos programadores suficientes (ou programadores bons o suficiente) para escalar a automação em todas as organizações que precisam dela. Então, foi preciso encontrar uma tecnologia capaz de tornar a programação escalável e acessível. Se tradicionalmente programar um software é inserir dados em uma máquina para que ela produza resultados, no machine learning esses dados e resultados trabalham juntos para criar outros softwares. E esses softwares são, posteriormente, utilizados para programar. Ainda precisa de um pouco mais de informação para compreender o impacto da Internet das Coisas nisso? Chegaremos lá em alguns instantes. Para que o machine learning possa automatizar a programação, ele precisa ser alimentado com dados, certo? É correto também assumir que quanto mais precisos são esses dados, melhor é o resultado do machine learning. Só que obter dados precisos sempre foi um problema para as empresas. Quando pessoas observam informações e as coletam, as chances de que elas sejam imprecisas são muito grandes. Afinal, seres humanos estão sujeitos a cometer erros e a se distrair, o que não acontece com as máquinas. Eles também se cansam, precisam de férias, têm problemas pessoais e podem enfrentar tantas outras variáveis que afetam suas performances. Para que o machine learning consiga realizar seu trabalho, todavia, ele precisa consumir dados constantemente e esses dados não podem conter erros, ou todas as automações criadas serão influenciadas por eles. Exatamente por isso a Internet das Coisas muda tudo que sabemos sobre machine learning. Utilizando os dispositivos conectados, é possível usar o recurso em todo o seu potencial, confiando sempre em dados gerados por outras máquinas, que têm um nível de precisão, interoperabilidade e confiança superior ao oferecido pelos seres humanos. Com a IoT, o aprendizado de máquina tem tudo para atingir seu potencial. Os benefícios disso, por sua vez, são múltiplos. Podemos citar alguns deles:
  • analisar a disponibilidade de produtos e serviços;
  • criar diagnósticos médicos mais precisos;
  • documentar processos com eficiência;
  • possibilitar manutenções preventivas eficazes;
  • desenvolver recomendações de produtos ideais.

Qual é o futuro da Internet das Coisas?

O futuro da Internet das Coisas ainda está em aberto. Obviamente, essa tecnologia pode ser utilizada para facilitar as relações humanas e desenvolver estratégias empresariais mais precisas, indicar caminhos para a tomada de decisões e avançar em campos como a saúde e a educação. Nos próximos anos, provavelmente veremos avanços como:
  • uma malha gigantesca de dispositivos: até 2020, devemos chegar a 34 bilhões de dispositivos conectados à internet. Destes, 24 bilhões serão Coisas;
  • empresas serão os principais adotantes da IoT. Afinal, a tecnologia pode reduzir custos, aumentar a produtividade e ajudar organizações a expandir seus mercados;
  • governos serão outros grandes aliados no avanço da Internet das Coisas. Questões como segurança e mobilidade são alguns dos temas que avançarão com essa aposta;
  • a cibersegurança será aprimorada em muitos níveis. Com tantos dispositivos conectados, a área deve receber grandes investimentos para proteger todos os dados circulando nas redes.
Um relatório completo da revista Business Insider, disponível para assinantes, oferece uma perspectiva clara sobre esses dados e pode ser consultado aqui.

Que exemplos e cases de sucesso a IoT apresenta?

Mencionamos anteriormente algumas das áreas que já estão sendo impactadas pela IoT. Agora, nos concentraremos em alguns cases de sucesso empresariais que farão você ver essa tecnologia com outros olhos. Confira!

Controle de pragas

Uma porção de empresas vem apostando em Internet das Coisas para controlar pragas na agricultura. Uma delas é a Aliger. Sensores e visão computacional são alguns dos recursos que são utilizados para acompanhar o crescimento de populações nocivas às lavouras e avaliar outros fatores que influenciam na qualidade da produção, como o solo e a irrigação das fazendas.

Proteção ambiental

Andreas Nickel é um especialista alemão que tomou como missão pessoal o controle e a manutenção dos enxames em seu país. Para evitar o colapso e a extinção desses animais, que têm morrido mais rapidamente nos últimos anos devido às mudanças climáticas e à poluição, ele utiliza um sensor especial, instalado em colmeias. Esse sensor funciona como uma escala e envia informações para um computador ou smartphone toda vez que o peso de uma colmeia muda significativamente. Com esses dados, Andreas consegue avaliar se falta comida ou pólen ou se algo perturbou a comunidade em questão.

Coleta de lixo inteligente

Um grande problema para as cidades é organizar a coleta de lixo e mantê-la com eficiência e sustentabilidade. A Internet das Coisas chega para ajudar e já é utilizada em metrópoles como Barcelona, para garantir a eficiência logística do sistema. Segundo a Cisco, sensores criados pela Urbiotica foram a escolha da cidade para monitorar as lixeiras públicas. Utilizando ultrassons que transmitem automaticamente dados para um sistema específico, rotas são criadas para garantir a limpeza da cidade e a eficiência da coleta. Nos próximos anos, a estimativa é que essa tecnologia economize pelo menos quatro bilhões de dólares para os contribuintes espanhóis.

Motoristas melhores

Seres humanos são o grande problema do trânsito, porque a maioria dos acidentes ocorre devido às suas falhas. Para resolver isso, empresas como a Zendrive investem em Coisas que possam transformar a nossa maneira de dirigir. Eliminando distrações por meio de restrições de acesso a aplicativos enquanto alguém guia um veículo, sensores específicos acoplados a telefones estão ajudando a reduzir comportamentos de risco. Carros autodirigíveis também são apostas nesse front e já vêm sendo desenvolvidos por empresas como Tesla, Uber, Google e Apple. A Internet das Coisas oferece muitos benefícios para as organizações. Ela pode ser utilizada para monitorar processos, economizar dinheiro, tornar as operações mais ágeis e gerar oportunidades para a empresa. É uma boa ideia começar a pensar como essa tecnologia será parte do futuro de seu empreendimento. Que tal contar com os especialistas da Aliger para projetar essas mudanças? Fale conosco agora mesmo e descubra o que a Internet das Coisas tem a lhe oferecer!

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