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17 de agosto, 2018

Qualidade do ar interno em fábricas: como a tecnologia trabalha a seu favor

Seja por ética, empatia, e também por questões de manutenção da produtividade e redução de custos associados ao capital humano, gestores responsáveis atentam cada vez mais para o impacto da salubridade de suas instalações na saúde de seus colaboradores, principalmente no que diz respeito à qualidade do ar interno (QAI) das fábricas.

A grande maioria dos trabalhadores da indústria passa mais tempo em seus ambientes de trabalho do que em qualquer outro lugar. A boa notícia é que a tecnologia associada à gestão da saúde laboral proporciona um número crescente de inovações que englobam desde controle de temperatura, até remoção de resíduos e poluentes do ar.

O objetivo deste artigo é justamente olharmos para esse tema, a fim de entendermos um pouco mais sobre como a tecnologia trabalha a favor da qualidade do ar nos ambientes fabris. Vamos lá?

Como surgem os poluentes?

Geralmente as indústrias são ambientes de transformação de materiais. Isso significa que muitas de suas atividades se resumem a receber insumos de seus fornecedores e processá-los até se tornarem produtos acabados. O grande problema é que esses processos geram resíduos muitas vezes tóxicos e invisíveis a olho nu, que são eliminados no próprio ar.

Além da saúde humana, a qualidade do ar é importante também para as indústrias alimentícias pois interferem diretamente na qualidade do produto. São exemplos de resíduos tóxicos os gases, material em suspensão, esporos. Por isso é fundamental garantir que haja troca do ar interno da fábrica com o externo, a fim de manter a qualidade ideal para o trabalho humano.

Tecnologia aplicada à QAI

O uso eficaz da tecnologia permite um melhor controle e monitoramento das condições do ar no ambiente interno das fábricas. Esse controle possibilita a adoção de comportamentos mais adequados a cada situação, como, por exemplo, a escolha de vestimentas em certos ambientes, a demarcação de áreas de proteção e a definição de risco à saúde devido à exposição aos gases tóxicos.

A seguir, apresentamos alguns exemplos de funcionamento e uso de algumas ferramentas nas diferentes situações.

Sedimentação em placas de Petri

Essa é uma das tecnologias mais confiáveis para verificar a qualidade higiênico-sanitária do ar ambiente industrial. A técnica consiste na sedimentação do ar em placas de Petri embainhadas em um meio de cultura de acordo com o tipo de microrganismo objeto de verificação.

Também existem equipamentos que realizam a sucção do ar para a placa, sendo o resultado apresentado em UFC/ft³.

Sistemas de HVAC

A sigla vem do inglês heating, ventilation and air conditioning (aquecimento, ventilação e ar-condicionado) e define três funções geralmente combinadas em um sistema central de climatização. Em conjunto, é possível nivelar a temperatura, o conforto e qualidade do ar em benefício da produtividade. Ambientes com alta temperatura ou muito frios e com alta umidade podem provocar a distração dos colaboradores e até induzir o sono.

Contadores e monitores de partículas portáteis

No mercado, existem vários monitores e registradores de dados disponíveis para a avaliação da qualidade do ar interno e para verificar o desempenho de sistema de aquecimento, ventilação e ar-condicionado.

Eles são utilizados em medições sobre a contaminação do ar para substâncias como o dióxido de carbono e formaldeído, por exemplo, e realmente são o instrumento ideal para a verificação da QAI.

Como observamos, existem diferentes tecnologias que podem auxiliar as fábricas a gerir a qualidade do ar em seus ambientes de trabalho. Tão ou mais importante quanto os investimentos em capital físico, o cuidado com o capital humano é fundamental para o desempenho das organizações em qualquer segmento da economia.

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